... E O Vento Levou foi produzido em 1939 (isso mesmo meu filme preferido tem 70 anos), e foi baseado no livro de Margareth Mitchell (que também é um dos meus livros preferidos).
O filme começa em 1861, as vésperas da Guerra Civil Americana e conta a saga de uma voluntariosa garota sulista chamada Scarlett O’Hara, filha de um imigrante irlandês que se tornou um rico fazendeiro na Georgia, durante a guerra e o pós-guerra, seu amor platônico por Ashley Wilkes e suas brigas com o cínico (mas irresistível) Rhett Butler, e como pano de fundo, ilustra a devastação sul dos Eua e a destruição do mesmo, de seus habitantes e de uma forma de uma sociedade e uma forma de vivier que o vento (ou a guerra) levou.
Esse é um dos meus filmes favoritos porque mostra um pouco de história (minha matéria favorita) e por causa dos personagens. Scarlett e Rhett (os mocinhos?) são egoístas, trapaceiros, só pensam em si mesmos, se precisarem pisar em alguém eles pisam, enfim, não têm nenhum escrúpulo, e mesmo assim despertam mais fascinação e admiração do que os bonzinhos, íntegros, honrados e sem graça Ashley e Melanie Wilkes.
É impossível você não torcer por Rhett e Scarlett, e não se apaixonar por Rhett (ou Clark, ou os dois).
SPOILER
E no final do filme quando Rhett pronuncia a famosa frase “Frankly, my dear, I don’t give a damn” (“Francamente, minha querida, eu não dou a mínima”), depois que Scarlett declara seu amor por ele, e vai embora, dói em quem ta assistindo. É como se ele dissesse isso diretamente pra você. E você fica tipo: como assim? Ele vai voltar né? E apesar de o filme já ter quase 4 horas você começa a desejar que ainda tenha pelo menos mais 1 (ao invés dos poucos minutos que restam) para que Scarlett possa trazê-lo de volta.
E quando acaba com Scarlett jurando trazê-lo de volta (afinal amanhã é um novo dia) o público fica na eterna dúvida se ela conseguiu ou não (talvez uma dúvida tão grande quanto a dúvida se Capitu traiu ou não Bentinho).
Outra cena emocionante é quando Scarlett foge para Tara se arriscando passando pelos inimigos para voltar para a proteção de sua mãe, que sempre cuidava de tudo e tomava as decisões, e a encontra morta, o pai louco, as irmãs doentes, a fazenda destruída, saqueada, sem criados, sem comida, sem dinheiro. Agora todos dependem dela, ela que queria voltar para que sua mãe se preocupasse com tudo no lugar dela, tem agora que arranjar comida, trabalhar no campo, conseguir dinheiro e proteger todo mundo.
Quando ela encontra alguns rabanetes e tomada pela fome ela os come com terra e tudo, ela jura por Deus que nunca mais ela ou sua família passaram fome, mesmo que tenha que mentir, roubar, matar e trapacear (e ela realmente faz tudo isso).









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